IECLB Planalto Médio

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sábado, 30 de novembro de 2013

Nunca estamos sós



Estamos nos aproximando do final de mais um ano. Estamos vivendo novamente a época em que a cada dia precisamos enfrentar com coragem e determinação o cansaço e o estresse. Corremos contra o tempo. As aulas estão chegando ao final. Professores e professoras precisam concluir as suas aulas, os conteúdos a serem dados. Estudantes enfrentam as provas finais... Acontecem encerramentos, despedidas, chegadas e partidas. O comércio já se prepara para as festividades de Natal e final de ano. É muita coisa, muita emoção em pouco tempo. Somado a isso as preocupações pessoais e familiares também parecem tomar dimensões maiores que em outros meses do ano...
Para dentro deste contexto gostaria de partilhar uma bela mensagem. Ela diz assim:
Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios de sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente... Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava durante toda noite protegendo seu filho do perigo.
É uma lenda que toma em conta o rito de passagem para os meninos. Entretanto hoje podemos tomá-la também para meninas. Afinal, homens e mulheres sofrem muitas vezes desse sentimento de estar só ao longo da caminhada da vida. Sim! Muitas vezes nos sentimos como aquele índio que está com os olhos vendados. Acreditamos que estamos sozinhos na caminhada, no entanto Deus através de pessoas especiais está ali do lado com a sua força e proteção.
Jesus disse, conforme o evangelista Mateus, cap. 28, v. 20: “... E lembrem-se de que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.
Nós nunca estamos sós! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas e as adversidades vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo, bem como nos orientando e abençoando. Pense nisso, neste tempo de correria e emoções aceleradas e tenha um abençoado Tempo de Advento, Natal e chegada de mais um novo ano...

Pastora Sonja Hendrich Jauregui




sábado, 16 de novembro de 2013

♫ Jesus Cristo é Rei e Senhor ♪


"Aquele que dá testemunho de tudo isso diz: - Certamente venho logo! Amém! Vem, Senhor Jesus!" Apocalipse 22.20
No próximo domingo, 24 de novembro, a Igreja conclui o ano litúrgico (C) com a solenidade do Domingo Cristo Rei. Já no dia 1º de dezembro estaremos comemorando o 1º Domingo de Advento, iniciando de maneira mais marcante a nossa caminhada rumo ao Natal. O Advento é um tempo de preparação para a vinda do Menino Deus, tempo de espera e início de mais uma caminhada no novo ano litúrgico, o ano "A" com ênfase no Evangelho de Mateus. Já estamos sentindo o "cheiro" do Natal, e as leituras nos conduzem a uma reflexão sobre o INÍCIO e o FIM.
Ao longo deste Ano Litúrgico "C" refletimos mais intensamente sobre o Evangelho de Lucas que foi revelando quem é Jesus. Percebemos que o Reino de Jesus é o oposto do Reino do Império Romano. Jesus sendo Rei não nasceu em nenhum palácio, mas em uma manjedoura. Para provar sua total entrega e serviço a humanidade fez da cruz seu trono. Assim tornou-se um Rei que veio para servir e não para ser servido. Jesus ao implantar um Reinado de justiça, amor e paz fez tudo com tamanha fidelidade que Deus o exaltou e lhe deu o nome que está acima de todo nome: Jesus Cristo, Rei do Universo. Ele é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim (Ap. 22.13).
Tantas vezes, na OASE, cantamos:  Jesus Cristo é Rei e Senhor, seu é o Reino e o louvor...
Jesus é o Rei sim. O Pai deu a Ele todo o poder no céu e na terra. Jesus é o Cordeiro que foi imolado para o perdão dos nossos pecados. Ele é digno de receber, a sabedoria, a força e a honra. A Ele toda glória e poder por todos os séculos...
Mas Jesus é o meu, seu Rei? Jesus está reinando na minha e na tua vida? Nós deixamos Ele tomar parte em nossa vida? Pensemos um pouquinho: 
Quais são os reis dos nossos tempos? O Brasil já teve dois "reis": O "rei" da jovem guarda o "rei" do futebol. Atualmente, outros "reis" surgem e vão embora... Jesus não é um Rei nos moldes dos reis da terra. O que faziam os reis? Reinavam, governavam, e tinham poder até sobre o cidadão. Conquistavam e dominavam outros povos, agindo em desacordo com a justiça.
O reinado de Cristo somente pode ser compreendido a partir da fé. Jesus disse: "Como vocês sabem os governadores tem autoridade sobre os povos e mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim"...
Quem quer fazer parte desse Reino deve saber perdoar e estar sempre disposto a se reconciliar.
Este é o Reino que Jesus veio implantar na história humana. Os adversários de Jesus estavam longe de poder compreendê-lo. Assim como os adversários da atualidade não podem admitir um Reino de amor, de reconciliação, de paz e justiça.

Pastor Sinodal João Willig
Sínodo Planalto Rio-Grandense