IECLB Planalto Médio

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Existência de Deus





No decorrer da história da humanidade, vez por outra, temos como notícias em manchetes os estudos que estão sendo feitos na busca pela origem de tudo. E nessa discussão, sempre de novo, aparece a pergunta pela existência de Deus. Parece que não há como falar na origem de todas as coisas sem lembrar-se de Deus. Alguns cientistas defendem que uma vez explicado tudo, prova-se a inexistência de Deus. Entretanto, vemos que a cada descoberta e discussão sempre de novo esbarra-se no inexplicável, no mistério da vida que não há como explicar.
O Deus que conhecemos através de seu filho Jesus Cristo não quer ser explicado, ele quer que o descubramos no dia-a-dia da vida, nas relações. O nosso Deus é um Deus de relação. Por isso se torna gente como a gente. Ele quer que o sintamos a partir do relacionamento que temos com a sua criação e com as pessoas ao nosso redor, o nosso próximo. É no relacionamento entre as pessoas e a natureza que Deus se dá a conhecer. No livro Sagrado - a Bíblia - encontramos muitos textos que nos dão essa certeza.
Pensando em tudo isso, lembrei-me de uma estória que fala assim:
Havia um menino que queria encontrar-se com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto ele encheu sua mochila com pastéis e guaraná e começou sua caminhada.
Quando ele tinha andado umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça, olhando os pássaros. O menino sentou-se ao lado dele, abriu sua mochila e ia tomar um gole de guaraná quando olhou para o velhinho e achou que este estava com fome. Então lhe ofereceu um pastel.
O velhinho, muito agradecido, aceitou e sorriu para o menino. Seu sorriso era tão incrível, que o menino quis ver de novo. Então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez, o velhinho sorriu para o menino.
O menino estava muito feliz!
Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde, sem falar um com o outro.
Quando começou a escurecer, o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele voltou-se e deu um grande abraço no velhinho. Este lhe deu o maior sorriso que o menino já havia recebido.
Quando o menino entrou em sua casa, sua mãe perguntou ao ver a felicidade estampada em seu rosto:
- O que você fez hoje que o deixou tão feliz?
Ele respondeu:
- Passei à tarde com Deus. E acrescentou: - Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu vi até hoje.
Enquanto isso, o velhinho também chegava em casa radiante, e seu filho perguntou:
- Por onde você esteve que está tão feliz?
Ele respondeu:
- Comi pastéis e tomei guaraná com Deus no parque.
Antes que seu filho pudesse dizer algo, ele falou:
- Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava.
Sim, é no encontro com as pessoas, no relacionamento de amor e respeito que conseguimos perceber a presença do Deus da Vida. Um abraço, um carinho, um olhar amoroso, uma conversa amigável, um ouvido atento pode transformar vidas...
É no sentir-se amado e respeitado que conseguimos ser realmente felizes, mesmo quando estamos enfrentando uma tempestade. Deus está conosco sempre, e de forma especial através das atitudes de pessoas amorosas e solidárias. Pense nisso, e sinta verdadeiramente em sua vida as mãos carinhosas do Deus que criou céus e terra e tudo o que neles existem. Amém.


Pa. Sonja Hendrich Jauregui


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Passou a Páscoa. O que sobrou?


“A mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que se perdem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” 1 Coríntios 1. 18

Passou a Páscoa. O que sobrou? Quando nossas crianças eram pequenas, depois da Páscoa, a gente encontrava papéis de chocolate, casquinhas quebradas por todos cantos da casa. A festa foi grande a gente concluía. Como é bonita a alegria das crianças com a Páscoa, mesmo que seja com o coelhinho – coitado! Tão combatido hoje! – A procura pelos ninhos enchia a casa de vida, de festa. Muito diferente dos olhares sisudos dos adultos sem graça na vida. Minha infância foi muito marcada pelas fantasias do coelho e do Papai Noel. Nem por isso perdi a fé em Jesus. Reforçou minha esperança de criança pobre num mundo mais doce e de partilha que os “peckhie” das madrinhas e padrinhos transmitiam. A mensagem que me vinha: um outro mundo é possível, de cuidado, de festa, de partilha. Loucura né?
O grande apóstolo Paulo escreve que a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que se perdem. A cruz é cruel e é um retrato do mundo cruel. Mundo que abandona crianças, que abusa de criança, que explora crianças acabando com suas fantasias de proteção, de cuidado, de pão. Mundo que incita a juventude à bebedeira, à luxúria, a um materialismo que acaba com todo sentido de vida. Adultos que a todo custo, querem acumular bens e mais bens e se entregam á uma louca corrida que lhes rouba os anos de vida. Idosos não tem mais espaço dentro da família, são um estorvo. Essa cruz está cravada no meio do mundo e sempre vai apontar para a sexta-feira da paixão! Loucura da humanidade! Quem seriam hoje estes de quem Paulo fala: estão se perdendo?
Mas tem uns loucos neste mundo, graças a Deus! Uns loucos que creem na alegria da Páscoa, feito criança que recebe um presente! Tem umas loucas por aí levando o perfume do cuidado para com as pequenas irmãs e pequenos irmãos de Cristo. Tem uns loucos que ainda abrem a boca em favor dos oprimidos e sofridos! Que denunciam as crueldades deste mundo. Tem umas loucas por aí que descobriram que o túmulo está vazio, Cristo VIVE, Ele está entre nós, os loucos pelo amor de Deus, que vão pelos caminhos das Emaús de hoje, corajosamente colocando sinais de vida e de esperança, alimentando – pode até ser pela fantasia – a certeza de que a cruz não foi em vão. Há ressurreição! Há vida e essa precisa ser amada, cuidada, valorizada e defendida do início ao fim. Não vamos nos perder por aí no meio de santidades vazias, do medo de se doar. Podemos até errar nesta louca empreitada pela dignidade da vida, mas, podemos crer, há perdão! Meu sonho é ter uma comunidade atingida pela loucura da cruz gritando pela vida, coração ardendo por justiça, por paz, por partilha, por pão, por carinho, por cuidado! Isso é salvação!

Pa. Dulce Engster