IECLB Planalto Médio

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domingo, 24 de julho de 2016

32ª Edição do Festival do Imigrante - Coqueiros do Sul


IECLB em Coqueiros do Sul
No domingo 24 de julho de 2016 aconteceu mais uma edição do Festival do Imigrante no município de Coqueiros do Sul.
Fomos brindamos com um belo dia de sol que veio para alegrar e aquecer um dia de festa que acontece em meio a um inverno rigoroso. As festividades deram início com o momento da dispensa do Serviço Militar dos jovens nascidos no ano de 1998. Este momento acontece tradicionalmente a cada ano no dia que encerra as festividades do Festival do Imigrante. Os jovens prestaram o Juramento à Bandeira e receberam o Certificado de dispensa.
Logo após este momento aconteceu uma singela celebração alusiva aos Imigrantes, Colonos e Motoristas. A celebração esteve a cargo da Pastora Sonja Hendrich Jauregui e da ministra católica Loreci Kussler que veio representando o Pe. Avelino Pinzetta da Comunidade Católica Sagrado Coração de Jesus de Coqueiros do Sul.

Pa Sonja e Sra. Loreci
A celebração iniciou com o hino Pai Nosso do cantor evangélico Ernani Luís. A seguir a missionária Loreci trouxe uma saudação e a pastora Sonja transmitiu uma mensagem a partir do Evangelho previsto para o domingo (Lucas 11.1-13) que fala sobre o momento que Jesus ensina a orar o Pai Nosso. A partir deste texto a Comunidade foi desafiada a ser exemplo.
Palavras da Mensagem:
“Quando nos encontramos em reuniões da Igreja ou em outros espaços em muitos momentos temos a oportunidade de compartilhar algo que vivemos e aprendemos com nossos pais, avós ou mesmo com uma pessoa amiga. São experiências que são lembradas com carinho. São momentos de oração, de força na adversidade, de ajuda e orientação em momentos de dúvida... Quantas coisas sabemos hoje que aprendemos com as experiências de vida de outras pessoas. Quanto temos hoje graças a força e a garra de nossos antepassados, de pessoas que com coragem e fé saíram de sua terra natal em um momento de muito sofrimento e vieram ao Brasil em busca de um lugar melhor para viver. E junto consigo em suas bagagens trouxeram o que os ajudou a ter a certeza que Deus estaria com eles nesta peregrinação. Trouxeram a sua Bíblia, o seu hinário, o catecismo, o seu livro de oração. E com estes livros procuraram ser exemplos às novas gerações, ensinando a orar e o valor da fé na vida de cada pessoa. Construíram a Igreja e passaram este valor aos seus filhos e netos.
Este é certamente um legado precioso que recebemos de nossos antepassados e que é urgente resgatarmos. Oração, ou seja, orar com ação... Orar e agir para que as relações humanas sejam amorosas e comprometidas com a paz e a justiça. Se estamos aqui neste Festival de Imigrantes e iniciamos este dia com um momento de oração e reflexão da palavra bíblica significa que esta herança recebemos de nossos antepassados. A mais preciosa... APRENDEMOS PELO EXEMPLO. Que exemplos temos passado as novas gerações? Fica a pergunta para que cada pessoa possa responder. Fica o compromisso de todos nós para construirmos a cada dia um lugar bom para viver...
Com certeza, muito mais fácil e leve se torna a vida quando partilhada e vivida em comunidade. E isso nós podemos aprender com os primeiros imigrantes que pisaram neste chão. A cada dia pedir em oração que Deus nos proteja, que ele nos guie e que ele nos ajude a realizar as tarefas do próximo dia. Jamais nos esquecendo de que Deus é um Deus da vida. Vida que se renova a cada dia na comunhão, na solidariedade, na partilha da Palavra, na oração, na acolhida entre os diferentes irmãos e irmãs.”
Logo após a mensagem fomos convidados e convidadas a orar o Pai Nosso de mãos dadas, formando uma bela corrente de oração que roga a Deus a sermos fortes e perseverantes em ser exemplo às gerações mais jovens.


A seguir aconteceu o tradicional desfile cívico. Como acontece a cada ano várias pessoas mostraram com criatividade o dia-a-dia do agricultor e do motorista O desfile foi aberto pelas soberanas do Município de Coqueiros do Sul e as soberanas eleitas para este Festival do Imigrante. Terminado este momento especial as festividades deram continuidade no almoço e baile na Sociedade de Cantores Niegedacht.



sábado, 18 de junho de 2016

Tudo Muda!



Tirei do baú do meu coração, de muitas lembranças, lágrimas, sobressaltos de anteontem, de hoje e de amanhã, uma palavra tão consoladora quanto revolucionária, tão aconchegante quanto desconfortável: Tudo muda!

Todo Cambia (uma interpretação de Mercedes Sosa): Muda o superficial, também muda o que é profundo, Muda o modo de pensar, muda tudo neste mundo! Muda o clima com os anos, muda o pastor com seu rebanho. E assim como tudo muda, que eu mude não é estranho. Sim, é claro, tudo muda! Veja a natureza, a sucessão das estações, as ressacas e as marolas, os ventos, os vendavais... Veja os campos cultivados, e até as plantas do cerrado... tudo, tudo muda! “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 1 Coríntios 5.17. Veja, tudo muda! Muda, tudo muda!

Muda o mais fino brilhante - de mão em mão – seu brilho. Muda o ninho do passarinho, muda o sentir de um amante. Muda o rumo, o caminhante, ainda que isso lhe cause sofrimento. E assim como tudo muda que eu mude não é estranho. Aquele próspero comércio do interior, hoje não passa de ruínas, e quantas lindas e caríssimas sepulturas estão hoje abandonadas, as letras, datas e nomes, todas apagadas... e a gente, que muitas vezes se acomoda, pensando que o tempo nos pertence: “Daqui a dois anos, vou visitar o meu tio...” Ou então, inflados de orgulho, olhamos para o nosso patrimônio, para nosso físico invejável, para nossa vida maravilhosamente construída e pensamos: “nada poderá nos abalar”. Esquecemos de que o mundo, nossa vida, e tudo ao nosso redor, é tão dinâmico, está em constante transformação... muitas vezes a mudança de rumos traz sofrimento ao caminhante, dores, perdas... é preciso ter coragem para confiar em Deus com radicalidade, até quando estamos andando nos desertos da vida,  “Pois eis que crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas antigas, jamais haverá memória delas” Isaías 65.17 Veja, tudo muda! Muda, tudo muda!

Muda o sol o seu caminho quando a noite vigora. Muda a planta e se veste de verde na primavera. Muda a pele da fera, muda o cabelo do ancião. E assim como tudo muda que eu mude não é estranho. Que tantas coisas mudem, Jesus já pedia e clamava: pelo fim da hipocrisia, do amor sem amor, do culto bonito e descompromissado do amor ao próximo, aos pequeninos e pequeninas. Vê, tudo muda! Jovens hoje vão às ruas e cantam, como cantávamos nós: “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte, a gente quer saída para qualquer parte (Titãs)” Quanta “luteranidade”, quanta vontade de retomar, reconstruir, fazer o novo, denunciar o velho, gasto, opaco, escondido... “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.” Martim Lutero. Veja, tudo muda! Muda, tudo muda!

Mas não muda meu amor por mais distante que eu me encontre, nem a lembrança, nem a dor de meu povo e minha gente. O que mudou ontem terá que mudar amanhã, assim como mudo eu nesta terra distante. Nesse mundo onde tudo é tão dinâmico e mutável, onde todas as coisas são de fato, relativas, como relativa era a teoria da relatividade, de Einstein, tudo muda. Mas continuamos sendo os mesmos, as mesmas. O nosso “ser humanidade” permanece. Tudo pode mudar, mas o que está dentro de nós – O AMOR – permanece. Amor revelado em Cristo, mas que somos desafiados e desafiadas a revelar a cada irmão e irmã para que tudo o que muda, e sempre muda, possa apontar para um único e seguro caminho: o AMOR de Cristo, que abala as estruturas de todas as injustiças e pecados, e nos faz viver, como quem canta nas ruas: “Eu – JESUS – vim para que todos tenham vida, e a tenham EM ABUNDÂNCIA.” João 10.10

Paz e bem!



Pastora Carla Andrea Grossmann






segunda-feira, 6 de junho de 2016

Vivemos o fim do mundo





As circunstâncias que estamos vivendo são realmente incríveis, por conta de tudo que está acontecendo, sem que tenhamos condições de processá-las e entendê-las: a alucinante velocidade das transformações, as mudanças de comportamento e compreensão do fenômeno existencial, valores e crenças milenares duramente questionados e se desfazendo como castelos de areia, pouco ou nada resiste à pós-modernidade. 



Em decorrência de tudo isso, as pessoas de mais idade estão compreensivelmente confusas diante da perda de certezas que orientaram gerações e que de repente parece que não valem mais. A pós-modernidade, entretanto, não disse a que veio e não definiu limites e valores para o mundo de hoje. Aparentemente, a vida corre solta, sem amarras, sem princípios, regida pela liberdade absoluta, marcada pelo individualismo selvagem, retrocedendo aos tempos bárbaros, que a civilização parecia ter superado e convertido em humanismo. 



Estamos com saudades de nós mesmos, dos tempos seguros do território, marcado por normas e princípios claros, assimilados ao longo da vida, sem que a vida corresse risco, quando as pessoas conviviam fraternalmente, repartindo com a vizinhança o resultado da colheita como sinal de gratidão pela fartura. E quando se carneava um animal, uma parte ia para o vizinho, e assim acontecia reciprocamente. 



Tal prática ainda pode estar acontecendo em regiões remotas, mas poderia estar sendo preservada mesmo na realidade urbana, por conta de um bolo que se faça ou de frutas que eventualmente se tragam do interior, enfim, os sinais marcantes de humanismo não precisariam desaparecer por conta do progresso e a consequente urbanização. Quantas pessoas solitárias ficariam felizes por estarem sendo lembradas... Este seria o verdadeiro Evangelho sendo vivido na prática!



A vida não é o que estamos fazendo dela. Violência, insegurança, desamor com o próximo, ganância, desrespeito à natureza, velocidade absurda para chegar antes do outro, colocando em risco a vida de inocentes é o triste quadro do nosso tempo.



O fim do mundo é a loucura que estamos permitindo que nos transforme em seres belicosos, ameaça permanente à vida e à harmonia das criaturas, que deveriam ser um templo de consagração à vida e ao amor. 


OSVINO TOILLIER – Mestre em Educação e Vice-Presidente do SINEPE/RS


sábado, 28 de maio de 2016

QUEM É JESUS CRISTO?



Jesus Cristo é a encarnação (presença viva) do amor de Deus (João 3.16). Jesus transmitia este amor de Deus no seu ensino, nas suas curas, em toda sua forma de viver. Jesus não queria que as pessoas apenas ouvissem esta mensagem sobre o amor de Deus, mas que também a compreendessem, a guardassem e a vivessem em seu dia-a-dia. Jesus Cristo com sua forma de pensar, falar e agir – testemunhado nas Escrituras Sagradas – nos ensina a viver conforme a vontade de Deus.

Jesus Cristo é o filho de Deus que viveu entre a humanidade, feito gente, para falar do amor de Deus. Ele nos trouxe a proposta de vida do Deus Criador, e a viveu até suas últimas conseqüências. As pessoas rejeitaram esta proposta e o mataram, mas Deus venceu a morte e o ressuscitou dentre os mortos.

Toda pessoa que crê em Jesus Cristo receberá a Salvação, a vida eterna e ressuscitará no final dos tempos e participará do Reino de Deus. Enquanto aguardamos a volta de Cristo, o Espírito Santo nos encoraja e ilumina a nossa vida para vivermos e testemunharmos a fé no Deus que se manifesta à humanidade como Pai, Filho e Espírito Santo.


                                                                       Sonja Hendrich Jauregui




domingo, 22 de maio de 2016

Domingo da Santíssima Trindade



Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. Assim iniciamos os nossos encontros comunitários com Deus. Ouvimos está expressão desde pequenos, mas se perguntados certamente não saberíamos explicar com precisão o seu significado. Sabemos que Deus é um, mas se mostra de três formas diferentes: como Pai e Criador, como Jesus Cristo, o Filho e como Espírito Santo, o Santificador. Mas não sabemos muito mais do que isso. Como alguém certa vez disse: Impossível de entender, difícil de explicar.
Não encontramos nas Sagradas Escrituras a expressão Trindade ou Santíssima Trindade. Mas, segundo Jaci Maraschin a Igreja Cristã usa esta expressão para expressar “a natureza de tudo o que é ensinado nas Escrituras”.
A Igreja primitiva via na doutrina da Trindade o resumo do conteúdo da revelação cristã. Assim, quando a Igreja confessa Deus como Pai, Filho e Espírito Santo quer mostrar o jeito que Deus se revelou à humanidade e também a maneira como esta revelação acontece no mundo, na Igreja e na vida das pessoas.
A doutrina cristã da Trindade revela o conteúdo vivo da fé cristã em Deus, mas também certifica a unidade dessa fé. Cremos num Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Conhecemos a Deus através da vida e da obra de Jesus Cristo e só conseguimos compreender o sentido essencial dessa obra através da ação constante do Espírito Santo. Nenhuma das pessoas da Trindade pode ser deixada de lado e nenhuma pode ser elevada como a mais importante. Se isso ocorrer, de certa forma coloca a fé cristã em perigo.
O conceito da Trindade nasce do relacionamento da comunidade cristã com Deus e tem como base a sua experiência histórica e social. “A comunidade cristã acreditava que Deus, criador de Céu e da Terra, revelava-se através da História de Israel, e que mais tarde havia se mostrado na pessoa humana de Jesus. Acreditava, ainda, que enquanto comunidade de fé, mantinha-se reunida pelo mesmo poder de Deus”.
No tempo em que a doutrina da Trindade foi elaborada tinha como pano de fundo a necessidade de responder a perguntas importantes que tinham relação com a revelação de Deus e as conseqüências disso para a vida humana. Assim, a comunidade cristã elaborava a sua fé em Jesus Cristo, afirmava de que o Deus que se revela em Jesus Cristo é Deus verdadeiro e que pelo seu Espírito Santo pode-se chegar a “toda verdade”.
E hoje? Assistimos, com tristeza, a divisão do povo de Deus. Na maioria das vezes por causa do atentar mais para uma das pessoas da Trindade. Assim como no princípio da cristandade, hoje urge firmar a fé no Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Desta forma estaremos testemunhando a nossa fé no Deus Criador, vendo a terra e a vida como dádivas de Deus. Estaremos, também, testemunhando a nossa fé no Deus Redentor, o Cristo. Conseqüentemente estaremos sempre prontos a trabalhar por uma vida humana digna, livre, amorosa e justa, contra tudo aquilo que nos afasta do Reino de Deus. E, certamente, estaremos testemunhando a nossa fé no Deus Espírito Santo, que sempre atua ao longo da vida humana, nos dando forças e coragem para lutar contra as forças do mal.
Que a nossa fé esteja sempre alicerçada no trino Deus, em nome de quem fomos batizados, portanto seus filhos e suas filhas. E que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo nos abençoe, oriente e fortaleça. Amém.


Pa. Sonja Hendrich Jauregui


domingo, 15 de maio de 2016

A Festa do Pentecostes


A Festa do Pentecostes era basicamente agrícola, celebrada com entusiasta alegria e muitas solenidades, porém, total e exclusivamente dedicada a Yahweh (Dt 16.10), o Deus da Vida e Criador do Universo. Nesta ocasião agradecia-se a Deus pela "dom da terra, das sementes e de seus frutos" (e por toda a criação divina). Também se reafirmava o compromisso de fraternidade entre as famílias e tribos (especialmente hebreias), mas igualmente renovava-se a solidariedade e a justiça com todos os povos, ou seja, era uma "celebração ecumênica" onde reinava a partilha e a Paz.
Já a "adaptação e ressignificação" da Festa do Pentecostes (que acontece cinquenta dias após a Festa da Páscoa) para a Tradição Cristã está registrada no Novo Testamento, (At 2, At 20.16 e 1 Co 16.8).
A Festa do Pentecostes que a Igreja de Jesus, o Cristo de Deus, celebra nos dias de hoje está ligada basicamente ao relato de Lucas no capítulo dois do livro dos Atos dos Apóstolos. Neste texto (At 2.1-13) o fenômeno que lá ocorreu de alguma maneira mexeu e transformou a vida daquelas pessoas que estavam reunidas no Tabernáculo, pois, "cheios do Espírito Santo começaram a falar em outras línguas" e houve grande alarido porque cada um os entendia na sua própria linguagem. A partir deste evento elas nunca mais foram as mesmas e o mundo todo passou a conhecer a mensagem de Jesus Cristo. Este acontecimento é considerado a "fundação da Igreja" e a ocasião em que seus discípulos/as compreenderam sua Boa Notícia e passaram a colocar em prática a ordenança evangélica de seu Mestre: Ide por todo o mundo... (Mt 28.19ss).
Ao lado de muitas outras referências ao Espírito Santo, têm relevância e grande significado a que se encontra registrada em João 20.22: Jesus soprou sobre eles e disse: recebam o Espírito Santo!
Os símbolos que se referem ao Espírito Santo são múltiplos: sopro, vento, pomba, dedo de Deus, fogo, luz, água, Espírito da verdade, Consolador, etc.
Todos receberam o Espírito Santo e por isso em sua vida e ministérios devem demonstrar que são portadores dos "sinais espirituais" reconhecidos na Tradição Cristã como os Sete dons do Espírito Santo: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Ciência, Fortaleza, Piedade, Temor a Deus.
É bom lembrar que o número sete no contexto bíblico significa universalidade, totalidade, perfeição e, por isso, estes "sete dons" devem vir acompanhados dos frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22-23). Estes frutos não só os complementam os dons como permitem que através deles os filhos e filhas de Deus sejam conhecidos, como Jesus afirma: "pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16ss).
(Fonte: CEBI)



Depois da morte de Jesus encontramos trancado numa casa um grupo de pessoas amedrontadas e desanimadas. Estão juntos, porque precisam de apoio mútuo. Ficam recordando o passado. Há poucas semanas, o seu amigo e companheiro tinha sido condenado e executado. Recordam o convívio com Jesus, suas palavras, a sua morte e ressurreição. Estão reunidos sem saber o que fazer, esperando que Deus faça algo. Mas estão orando e ouvindo a palavra de Deus.
E, de uma hora para outra, este grupo se transforma num conjunto de pessoas animadas e encorajadas. Abrem as portas e começam a falar sem medo aos quatro ventos.
O que aconteceu com eles? Como explicar esta transformação radical?
A Bíblia diz que Deus enviou o Espírito Santo e, onde este estiver, começam a acontecer coisas milagrosas.
Mas o que significa isto?
A Bíblia fala em fogo e vento. O vento empurra, levanta, põe em movimento. O vento renova o ar viciado e faz andar. O fogo aquece e produz luz e calor. Em outras palavras: Deus põe vida nestas pessoas. E estas são levadas a falar do que este Deus tem feito nas suas vidas. Desta forma Deus começa a construir a sua igreja, uma igreja eterna, feita de pedras vivas, na qual o Cristo é a pedra angular. E o Espírito Santo está ali onde esta palavra é pregada e aceita como algo que vem de Deus, além de reunir estas pessoas numa comunidade.
Assim, Pentecostes é o contrário do que aconteceu em Babel. Ali as pessoas se separaram, porque queriam subir, chegar ao céu, queriam fazer grande o seu nome. E queriam até mesmo usar Deus como instrumento de seus planos criativos. Cada qual estava preocupado com o seu prestígio e com isto o diálogo e a comunicação ficam prejudicados. E então, as palavras, por mais banais que sejam, tornam-se meios de autoafirmação. Este tipo de religião não cria união, mas confusão e separação.
Pentecostes indica um rumo diferente. Num mundo cheio de torres, de religiões, de opiniões políticas, filosóficas e religiosas, Deus cria uma nova vida. E o faz por meio da Sua palavra. E, enquanto pessoas falam dos feitos de Deus, cria-se reconciliação e aproximação. Se com nossas simples palavras podemos aproximar, curar, animar e consolar, quanto mais não será possível com a palavra de Deus?
E esta palavra anuncia que Deus não é um Deus ausente, mas que continua a agir e jamais abandona os que nele confiam. Esta palavra une e congrega os que a ouvem e aceitam. E, uma vez aceita, esta palavra leva a falar, a servir e a amar. Ela dá nova vida, conforta, consola, guia e orienta na vida. E nos dá a certeza de que jamais estamos sozinhos neste mundo. E é, por isto, que o nosso mundo tem salvação.

Rev. Armindo L. Muller


domingo, 8 de maio de 2016

Feliz Dia das Mães?



Muitas vezes nos assustamos com as palavras e os poemas que ouvimos 
nestes dias a respeito das mães.
Nem sempre todas as mães conseguem corresponder com tudo aquilo que se fala 
a respeito delas em seu dia... 
E agora? – se perguntam. 
Somos diferentes? 
Não somos mães verdadeiras? 
O que está acontecendo comigo? 
Exatamente para esta realidade que Deus vem ao nosso encontro 
e quer nos abraçar e nos fortalecer... 
Ele diz: Não tenhas medo, pois eu estou contigo... 
Eu te dou forças, eu te ajudo, eu te protejo... 
O nosso Deus nos ama sempre e quer nos auxiliar nas adversidades 
e complexidades da vida... 
Para Deus somos sempre especiais, por isso ele nos acompanha, orienta e fortalece. 
Em Jesus, o nosso Deus reafirma esta promessa de estar sempre conosco... 
Jesus afirma que estará conosco em todos os tempos 
e circunstâncias até o final dos tempos. 
Leve esta certeza em teu coração por todos os caminhos que andares. 


Jesus disse: - Lembrem-se de que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos. Mateus 28.20


Queridas mães...


Que o teu dia seja cheio de surpresas e momentos significativos: 
este é o meu desejo e a minha oração.
Que o Deus da Vida que te presenteou com o dom da maternidade te abençoe,
te oriente e te fortaleça em todos os tempos
e em todas as circunstâncias.
Que Jesus Cristo te inspire a ser
a favor da vida sempre.
Que a luz do Espírito Santo preencha a tua vida 
e te encoraje a fazer a
diferença neste mundo tão complexo
e muitas vezes assustador.

Meu abraço carinhoso, querida mamãe!
Pa. Sonja Hendrich Jauregui