No
decorrer da história da humanidade, vez por outra, temos como notícias em
manchetes os estudos que estão sendo feitos na busca pela origem de tudo. E
nessa discussão, sempre de novo, aparece a pergunta pela existência de Deus.
Parece que não há como falar na origem de todas as coisas sem lembrar-se de
Deus. Alguns cientistas defendem que uma vez explicado tudo, prova-se a
inexistência de Deus. Entretanto, vemos que a cada descoberta e discussão
sempre de novo esbarra-se no inexplicável, no mistério da vida que não há como
explicar.
O
Deus que conhecemos através de seu filho Jesus Cristo não quer ser explicado,
ele quer que o descubramos no dia-a-dia da vida, nas relações. O nosso Deus é
um Deus de relação. Por isso se torna gente como a gente. Ele quer que o
sintamos a partir do relacionamento que temos com a sua criação e com as
pessoas ao nosso redor, o nosso próximo. É no relacionamento entre as pessoas e
a natureza que Deus se dá a conhecer. No livro Sagrado - a Bíblia - encontramos
muitos textos que nos dão essa certeza.
Pensando
em tudo isso, lembrei-me de uma estória que fala assim:
Havia um menino que queria encontrar-se
com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto ele encheu
sua mochila com pastéis e guaraná e começou sua caminhada.
Quando ele tinha andado umas três quadras,
encontrou um velhinho sentado em um banco da praça, olhando os pássaros. O
menino sentou-se ao lado dele, abriu sua mochila e ia tomar um gole de guaraná
quando olhou para o velhinho e achou que este estava com fome. Então lhe
ofereceu um pastel.
O velhinho, muito agradecido, aceitou e
sorriu para o menino. Seu sorriso era tão incrível, que o menino quis ver de
novo. Então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez, o velhinho sorriu para
o menino.
O menino estava muito feliz!
Ficaram sentados ali sorrindo, comendo
pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde, sem falar um com o outro.
Quando começou a escurecer, o menino
estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele voltou-se e
deu um grande abraço no velhinho. Este lhe deu o maior sorriso que o menino já
havia recebido.
Quando o menino entrou em sua casa, sua
mãe perguntou ao ver a felicidade estampada em seu rosto:
- O que você fez hoje que o deixou tão
feliz?
Ele respondeu:
- Passei à tarde com Deus. E acrescentou:
- Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu vi até hoje.
Enquanto isso, o velhinho também chegava
em casa radiante, e seu filho perguntou:
- Por onde você esteve que está tão feliz?
Ele respondeu:
- Comi pastéis e tomei guaraná com Deus no
parque.
Antes que seu filho pudesse dizer algo,
ele falou:
- Você sabe que ele é bem mais jovem do
que eu pensava.
Sim, é no encontro com as pessoas, no relacionamento de
amor e respeito que conseguimos perceber a presença do Deus da Vida. Um abraço,
um carinho, um olhar amoroso, uma conversa amigável, um ouvido atento pode
transformar vidas...
É no sentir-se amado e respeitado que conseguimos ser
realmente felizes, mesmo quando estamos enfrentando uma tempestade. Deus está
conosco sempre, e de forma especial através das atitudes de pessoas amorosas e
solidárias. Pense nisso, e sinta verdadeiramente em sua vida as mãos carinhosas
do Deus que criou céus e terra e tudo o que neles existem. Amém.
Pa. Sonja Hendrich Jauregui


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