IECLB Planalto Médio

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Histórico da Comunidade Martim Lutero em Coqueiros do Sul

O início da Colonização de Coqueiros do Sul se deu por volta do ano de 1920, com a vinda das primeiras famílias de Augusto Jesse, Emilio Jesse, João da Silva e família Hommerding e a família Joans. Entre os anos de 1921 até 1925 juntaram-se a estas famílias as famílias Fischer, Spier, Fell, Roeser, Schmidt, Fleck e Petry entre outras. Juntamente com estas famílias veio Carlos Scheffler, o primeiro professor, que também assumiu a função de dirigir no início os cultos nas casas das famílias.

Em Assembleia Geral no dia 02 de julho de 1927, vinte e nove famílias decidiram fundar uma Comunidade. A Ata de Fundação é muito curta e traz apenas a decisão da fundação da Comunidade. A Ata vem assinada pelos membros João Jacó Meier, Pedro Rheinheimer e Reinoldo Pilger. Provavelmente estas foram as pessoas que formaram a primeira diretoria, sem que isso conste expressamente nesta Ata. No início o nome dado à Comunidade foi “Comunidade Eclesiástica de Coqueiros”, com o registro em cartório passa a ser chamada de “Comunidade Evangélica Allemã em Coqueiros”.


Os cultos da Comunidade inicialmente foram realizados no salão de Roberto Papke, pois ainda não havia Igreja. Não há registros até quando o professor Carlos Scheffler dirigiu os cultos e quando o Pastor da Comunidade Evangélica Luterana de Carazinho começou a atender a Comunidade em Coqueiros do Sul. A primeira criança a ser batizada na Comunidade recém-formada foi Alma Meier, nascida no dia 21 de janeiro de 1926 e batizada no dia 18 de novembro de 1928.

Na Assembleia Geral de 25 de agosto de 1928 a Comunidade decidiu construir sua primeira Igreja. Decidiram que ela teria 7 metros de largura por 10,5 de comprimento. No ano seguinte a Igreja foi construída em madeira na metade da chácara número vinte e três, doada à Comunidade pelo casal Guerra. Nos fundos dessa chácara a Comunidade também organizou seu Cemitério. A comissão de construção dessa primeira Igreja era composta pelos membros Pedro Rheinheimer, João Jacob Meier, Reinhold Pilger e Pedro Spier Filho.
Nos primeiros estatutos da Comunidade, aprovados em 25 de janeiro de 1930 e registrado no dia 28 de janeiro de 1935 no cartório de Carazinho, consta o nome dado à Comunidade: “Comunidade Evangélica Alemã em Coqueiros”. Os estatutos foram escritos em livro Ata na língua alemã.

Um fato interessante da história da Comunidade é que as atas das Assembleias foram escritas na língua alemã até o ano de 1966, quando então as atas começaram a ser escritas na língua portuguesa. Mesmo durante a segunda guerra mundial, quando no Brasil foi proibida a língua alemã, as atas continuaram a ser escritas na língua alemã.

Na Assembleia Geral de 13 de fevereiro de 1938 foi decidida a compra de um Sino de 430 kg, que na época custou 6.200$000 (Seis mil e duzentos réis). Os membros Leopoldo Petry e Alberto Herli foram encarregados da compra desse sino e trazê-lo de caminhão de São Leopoldo até Coqueiros do Sul.

No dia 10 de abril de 1948, em Assembleia Geral, por causa da precariedade da Igreja de madeira e por causa do grande número de membros para uma Igreja pequena, os então 129 membros decidiram construir uma Igreja nova em alvenaria, medindo 9 metros de largura por 16 metros de comprimento. Posteriormente o comprimento foi alterado para 19 metros. A planta da Igreja foi elaborada pelo engenheiro G. Müller de Carazinho. No ano seguinte a Comunidade comprou quatro terrenos defronte à Praça de Oscar Kochenborger, nos quais seria construída a nova Igreja com torre para o sino e mais tarde também o pavilhão de festas.

Para possibilitar a construção da nova Igreja, os membros com propriedade se prontificaram a contribuir com Cr$ 100,00 (cem cruzeiros) e os membros que não eram proprietários contribuíram com Cr$ 50,00 (cinquenta cruzeiros). Para construir a nova Igreja foram contratados os mestres pedreiros Alberto Wachenfeld de Carazinho e Klein de Cochinho, sendo auxiliados pelo pedreiro Beno Pilger. A comissão de construção era composta pelos membros Leopoldo R. Petry, Reinhold Pilger, Alberto Hoerle, Andréas Simon, Roberto Schneider e Reinholdo Wentz.

A construção da nova Igreja foi muito trabalhosa. As pedras de basalto, também chamadas de “pedras maruadas” foram quebradas manualmente e trazidas de vários lugares com carroças de boi. Também a água tinha que ser trazida a cada dois dias de carroça.

O altar e o púlpito foram construídos e doados pelo membro Osvino Pilger. Também as aberturas e os bancos foram construídos na marcenaria de Osvino Pilger. Os bancos foram construídos pelo empregado Willy Beulke e polidos pelo senhor Bornhold, que conhecia essa técnica de acabamento de móveis. Durante 23 anos, Osvino Pilger puxou o sino e sua esposa Rosa limpou a Igreja gratuitamente.

No dia 11 de novembro de 1951 (segundo domingo de novembro), com uma festa de dois dias, a nova Igreja foi inaugurada. A Igreja recebeu na ocasião o nome de Igreja do Redentor e o culto de dedicação da Igreja foi abrilhantado com os corais das Comunidades de Carazinho e Sarandi.

Em 1994 a Comunidade de Carazinho passa a ser uma Comunidade independente e a Comunidade de Coqueiros do Sul passa a fazer parte da Paróquia Evangélica do Planalto Médio.



No dia 11 de novembro de 2001, com muita alegria e gratidão a Deus e aos membros que construíram a Igreja do Redentor, a Comunidade festejou o seu Cinquentenário.

Alguns membros comentam que o início da Comunidade Evangélica de Coqueiros do Sul teria sido como uma Comunidade filiada a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (Missouri). Outros membros afirmam que na verdade os membros fundadores é que teriam pertencido anteriormente a essa Igreja. Até que ponto estas afirmações conferem com a realidade precisariam ser comprovadas com pesquisa histórica.

Na Assembleia Geral da Comunidade em 2013 decide-se mudar o nome da Comunidade, passando a ser denominada “Comunidade Evangélica de Confissão Luterana Martim Lutero”. O registro em cartório será feito logo que for necessário atualizar os Estatutos.


Em 2015 a Comunidade inicia uma grande e bonita reforma da Igreja Redentor. Por anos a Comunidade foi guardando dinheiro para este fim. E agora começa a se tornar realidade. Assim que hoje é tempo de agradecer por toda esta história de amor, dedicação e fidelidade a Igreja de Jesus Cristo. Que o exemplo e o empenho dos antepassados possam sempre animar em preservar e cuidar da Igreja Redentor para as futuras gerações que seguirão.


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