“Em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém”. Assim iniciamos os nossos
encontros comunitários com Deus. Ouvimos está expressão desde pequenos, mas se
perguntados certamente não saberíamos explicar com precisão o seu significado.
Sabemos que Deus é um, mas se mostra de três formas diferentes: como Pai e
Criador, como Jesus Cristo, o Filho e como Espírito Santo, o Santificador. Mas
não sabemos muito mais do que isso. Como alguém certa vez disse: Impossível de
entender, difícil de explicar.
Não encontramos nas Sagradas
Escrituras a expressão Trindade ou Santíssima Trindade. Mas, segundo Jaci
Maraschin a Igreja Cristã usa esta expressão para expressar “a natureza de tudo
o que é ensinado nas Escrituras”.
A Igreja primitiva via na doutrina da Trindade o resumo do
conteúdo da revelação cristã. Assim, quando a Igreja confessa Deus como Pai,
Filho e Espírito Santo quer mostrar o jeito que Deus se revelou à humanidade e
também a maneira como esta revelação acontece no mundo, na Igreja e na vida das
pessoas.
A doutrina cristã da Trindade revela o conteúdo vivo da fé cristã
em Deus, mas também certifica a unidade dessa fé. Cremos num Deus que é Pai,
Filho e Espírito Santo. Conhecemos a Deus através da vida e da obra de Jesus
Cristo e só conseguimos compreender o sentido essencial dessa obra através da
ação constante do Espírito Santo. Nenhuma das pessoas da Trindade pode ser
deixada de lado e nenhuma pode ser elevada como a mais importante. Se isso
ocorrer, de certa forma coloca a fé cristã em perigo.
O conceito da Trindade nasce do relacionamento da comunidade
cristã com Deus e tem como base a sua experiência histórica e social. “A
comunidade cristã acreditava que Deus, criador de Céu e da Terra, revelava-se
através da História de Israel, e que mais tarde havia se mostrado na pessoa
humana de Jesus. Acreditava, ainda, que enquanto comunidade de fé, mantinha-se
reunida pelo mesmo poder de Deus”.
No tempo em que a doutrina da Trindade foi elaborada tinha como
pano de fundo a necessidade de responder a perguntas importantes que tinham
relação com a revelação de Deus e as conseqüências disso para a vida humana.
Assim, a comunidade cristã elaborava a sua fé em Jesus Cristo, afirmava de que
o Deus que se revela em Jesus Cristo é Deus verdadeiro e que pelo seu Espírito
Santo pode-se chegar a “toda verdade”.
E hoje? Assistimos, com tristeza, a divisão do povo de Deus. Na
maioria das vezes por causa do atentar mais para uma das pessoas da Trindade.
Assim como no princípio da cristandade, hoje urge firmar a fé no Deus que é
Pai, Filho e Espírito Santo. Desta forma estaremos testemunhando a nossa fé no
Deus Criador, vendo a terra e a vida como dádivas de Deus. Estaremos, também,
testemunhando a nossa fé no Deus Redentor, o Cristo. Conseqüentemente estaremos
sempre prontos a trabalhar por uma vida humana digna, livre, amorosa e justa,
contra tudo aquilo que nos afasta do Reino de Deus. E, certamente, estaremos
testemunhando a nossa fé no Deus Espírito Santo, que sempre atua ao longo da
vida humana, nos dando forças e coragem para lutar contra as forças do mal.
Que a nossa fé esteja sempre alicerçada no trino Deus, em nome de
quem fomos batizados, portanto seus filhos e suas filhas. E que a graça de
nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo nos
abençoe, oriente e fortaleça. Amém.
Pa. Sonja Hendrich Jauregui


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